quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia da Educação Metodista na América Latina



Nesta quarta-feira, dia 9 de fevereiro, é comemorado o Dia da Educação Metodista na América Latina.

A data foi estabelecida em 2004 pelo Conselho Diretor da ALAIME - Associação Latino-Americana de Instituições Metodistas de Educação - em recordação à fundação do Instituto Mexicano Madero, localizado em Puebla, México, o mais antigo colégio metodista da América Latina, criado em 1874.

A importância dos alimentos nos evangelhos


Uma leitura atenta do Novo Testamento nos mostra a preocupação de Cristo com o direito à alimentação.
Antes da ressurreição, em um momento junto ao mar de Tiberíades, encontrava-se acompanhado de uma multidão faminta. Preocupados, os discípulos sugeriram a Ele que a mandasse de volta para suas casas com o estômago vazio, porque já era tarde, o lugar era deserto e não possuía meios para sustentá-la. Cristo foi enfático: “dêem vocês mesmos de comer a eles”. Sua ordem transformou-se em ação e todos foram alimentados, com o cuidado de não se desperdiçar a sobra.
Em outra situação, na recomendação aos discípulos para a preparação da Páscoa, sua ênfase se volta para o ato de comer. “Preparem a Páscoa, para que comamos”.
No relato da última ceia, o pão e o vinho aparecem como símbolo da concretude da fé, que deve ser vivenciada com os olhos voltados para as necessidades básicas do ser humano aqui e agora.
Creio ser possível dizer que a fé cristã porta uma espiritualidade materializada, que se volta ao atendimento do ser humano. Não é etérea, mas, ao contrário, se preocupa com a pessoa concretamente em um mundo vivido.
Agora ressurreto, novamente junto ao mar de Tiberíades, Ele valorizou, acompanhou e orientou o trabalho braçal dos pescadores, assando-lhes pães e peixes para que pudessem cumprir sua jornada de trabalho em condições favoráveis e percebessem sua presença, no partir do pão, como de fato ocorreu.
Fato revelador desta preocupação se deu com os discípulos de Emaús junto aos quais fez longa caminhada por poeirentas estradas. Convidado para uma parada em casa deles, aceita, fica para o jantar e no partir do pão se revela plenamente a eles, valorizando mais uma vez o sentido da alimentação.
Em visita que fez aos discípulos, que se encontravam amedrontados, declarou de modo contundente – “tenho fome”, indicando ser responsabilidade da comunidade estar atenta aos que sofrem fome.
Nessa atenção dispensada à questão do comer, Cristo demonstra seu cuidado com o corpo e o zelo pelos direitos da pessoa humana, entre os quais a alimentação se encontra como prioritária.
A fé cristã não se volta só para o espírito, não se preocupa apenas com a vida do além, mas se volta, prioritariamente, para o atendimento daquelas condições garantidoras da dignidade humana, como se alimentar, se vestir e morar.
É neste sentido que o pão aparece nos Evangelhos, indicativo de que tentar ensinar alguém com fome, sem se voltar para o atendimento antecipado dessa necessidade básica, constitui um ato de crueldade, simplesmente detestável, que deve ser combatido por todos os modos possíveis, porque compromete o sentido da vida.
Talvez, justamente porque a alimentação seja tão importante é que Cristo, enfaticamente, tenha afirmado: “Eu sou o pão da vida”.

Texto de Elias Boaventura - professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da Unimep e ex-reitor.


Reunião do Setor Rio em 28 de agosto de 2010

O encontro do Setor Rio da ANG aconteceu no Bennett, no dia 28 de agosto de 2010 e reuniu vários granberyenses de todas as regiões.  As fotos mostram momentos de alegria e descontração.



O presidente da Associação dos Granberyenses, Ulisses Belleigoli e o reitor Roberto Pontes também estiveram presentes.

"Puritanos" se reuniram no Bennett

O encontro, realizado no dia 28 de agosto de 2010, junto com a reunião do Setor Rio da Associação dos Granberyenses, foi carregado de emoção e alegria. A tradicional foto do grupo mostra os sorrisos de todos. Sob a regência do Rev. David Faria, cantaram o hino "O Sino Granberyense, recordando o tempo passado no internato do Granbery em Juiz de Fora.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Benvindos a 2011

Olá amigos e amigas granberyenses do Setor Sudeste:

Olhando para o ano de 2010, podemos constatar como foi ele marcante para a vida dos granberyenses, que participaram nos diversos encontros da Associação Nacional e nos Regionais.
O Setor Sudeste Paulista celebrou, com significativos eventos em Piracicaba e a presença de muitos amigos de outras Regiões, os seus 15 anos de criação.
Para 2011 a Setor Sudeste deve continuar a trabalhar no sentido de ampliar a sua atuação, com o objetivo de congregar e aproximar os granberyenses de todos os tempos nessa região do País, contribuindo para manter acesa a chama do "espírito granberyenses".

                               Granberyense, participe!

Participe ativamente da vida do Setor Sudeste Paulista/São Paulo. Isso pode ser feito de várias formas: a) envie sugestões para o plano de trabalho; b) ajude-nos a contatar granberyenses no Estado de São Paulo enviando seus nomes e endereços; c) mantenha contato conosco. Acesse o nosso blog e use o endereço eletrônico para falar conosco; d) contribua com doações – o Setor Sudeste depende de recursos financeiros para promover o seu trabalho. Sua contribuição é bem-vinda - oportunamente lhe enviaremos os boletos, com informações sobre como proceder. 
Um grande abraço!

                                   Almir de Souza Maia, Presidente
                                      Sylvana Zein, 1ª Secretária

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

No dia da árvore, 21 de setembro de 2010

Minha querida EROVRA,

Deus te guarde.
Sonhei contigo, sonho tenebroso, daqueles que fazem a gente acordar molhado, suando frio e indagando por que razão existimos. Na verdade não sonhei, “pesadelei” feio, até porque não se pode “pesadelar” bonito.
Sonhei que fui ao Granbery te visitar e me informaram que fostes para o Oriente Médio, onde desfilavas altaneira ao lado de milenares oliveiras e que esqueceste de tuas origens granberyenses, para nós tão caras, até pelos momentos que vivemos à tua sombra no internato.
Indaguei-te em pesadelo:
- Por que nos deixaste e por que nos abandonaste neste momento tão difícil, em que sofremos perdas doídas?
- Não sabes, por acaso, que ultimamente andamos perdendo tantos companheiros: Nilo, Paulo Henriques, Papinha, Agenor, Gotardelo, Odilon, Moacir, Rosinha e muitos mais?
Considero egoísmo de tua parte nos abandonar deste jeito e nos deixar tão sozinhos diante de tão fortes vendavais que sofremos e em que nossas tradições e sonhos parecem fugir.
Sabes o quanto te amamos e que és nossa viva gamação. Cuidamos de ti, sofremos com as ameaças pelas quais passaste e ao teu lado nos postamos firmemente. Por que nos abandonaste? Estamos, eu e muitos granberyenses do internato, tristes e poucos esperançosos de ver-te novamente plantada no coração de nosso Gigante Branco.
Em pesadelo, ainda te falei: reconheço que já estou te fatigando em demasia, mas até agora me ative somente às perdas, que vou chamar sentimentais, aquelas que brotam da alma, vazam o coração e nos ferem de modo pessoal.
Precisamos de ti também para nos ajudar a entender e conversar com os tecnocratas, paladinos da eficácia e da competência capitalistas, que priorizam o ter, o possuir e desprezam o ser e o princípio da doação e uma melhor visão planetária.
Sonhando, insisti contigo.
- Volta logo, ocupa teu espaço. Com tua suave sombra podes nos passar a confortadora ilusão de que, tanto nosso Granbery quanto outras escolas Metodistas, podem reservar espaço para a fraternidade, para o aconchego e para a criação de uma condição de carinho, de amor, em que, além dos conteúdos e da erudição, nosso convívio se faça com gente que sonha, sofre e luta por um mundo melhor.
- Volta! És uma espécie em extinção e sem árvores generosas como tu, apesar do aquecimento solar, nosso planeta se torna gélido.
Acordei e sentir-te muito perto e continuei pensando em ti.
Tive vontade de pedir-te desculpas pelo involuntário pesadelo, mas tu não estavas ali para me ouvir e pus-me a cismar.
Neste tempo de obsessão pelo produtivismo acadêmico e também com esta loucura atrás de custo-benefício, da busca do que chamam eficácia e competência sem se definir o que é isso, da adoção do princípio de troca – “da lá, toma cá” - gente como tu precisa ser cuidadosamente preservada em nossas instituições.
Guardo em minha memória que nosso “Gigante Branco” não era, e creio que ainda não é, muito afeito a essas teorias loucas e que vivia o sistema de doação que historicamente marcou sua trajetória para o futuro.
Despeço-me, minha cara Erovra, mas preciso ser muito enfático e dizer:
- Tu és símbolo confortador, testemunho de um tempo em que a preocupação eram as manifestações de amor, de carinho e de solidariedade.
Não quero pensar em ti eficaz e competente, mas quero ver-te amante e sentir tua sombra a nos proteger e tuas folhas caindo sobre nossas cabeças como se fossem pétalas de rosas.
Podes compreender agora a dor de meu pesadelo?
Nós te amamos muito e egoisticamente te queremos só para nós. Qualquer agressão, se algum dia vieres a sofrer, será violência cometida contra a Família Granberyense de todos os tempos.
Que ninguém ouse te fazer sofrer.


Meu abraço granberyense.

Homenagem de Elias Boaventura à árvore do Granbery.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Comemorações dos 15 anos do Setor Sudeste Paulista

As comemorações dos 15 anos do Setor Sudeste Paulista foram momentos de grande alegria e confraternização.
No dia 6 de agosto, à noite, Elias e Sylvana ofereceram aos granberyenses uma bela recepção e jantar em sua residência. Foi um momento mágico para todos os que lá estiveram. O friozinho da noite foi compensado pelo calor da união e amizade - dominantes no meio granberyense - e pelo delicioso jantar. Quase no final, os granberyenses e amigos presentes cantaram o Hino Granberyense, momento que não pode faltar em nenhum evento do grupo.




A sessão solene comemorativa começou às 9h da manhã do dia 7, no Salão Nobre da UNIMEP.

Foi um encontro muito significativo, iniciado com uma Celebração de Ação de Graças, dirigida pelo Bispo Josué Adam Lazier (coordenador da Pastoral do IEP) e que contou ainda com a participação do Rev. Messias Valverde (coordenador da Pastoral do Granbery).


A seguir foi formada a mesa para a instalação da Assembléia Granberyense: Almir de Souza Maia (presidente do Setor), Maria Helena Terror (vice-presidente da ANG), Elias Boaventura (1º presidente do Setor), Arsênio Firmino de Novaes Neto (2º presidente do Setor), Clovis Pinto de Castro (reitor da UNIMEP), Roberto Pontes da Fonseca (reitor do Granbery), Cláudia Romano (presidente do Setor Rio) e Luis de Souza Cardoso (representante do COGEIME).


Usaram a palavra o presidente do Setor Sudeste Paulista, o reitor da UNIMEP, o reitor do Instituto Granbery e a vice-presidente da Associação Nacional. O presidente do Setor homenageou a Associação Nacional, os ex-presidentes e os reitores presentes, entregando-lhes a placa comemorativa dos 15 anos.


A Associação Nacional entregou o certificado do Jubileu de Ouro de Formatura em Contabilidade aos granberyenses Benjamim Garcia de Matos e Edmar Torres Alves. Os dois granberyenses receberam, junto com Miriam Ribeiro Torres Alves, o "G de Ouro". Foi conferido o "Título de Granberyense Honoris Causa" à Profª Irene Macêdo Jardim.



Terminada a Assembléia, o Prof. Dr. Almir Linhares de Faria proferiu conferência sobre a Humanização e educação diante de alguns aspectos da cultura contemporânea. O conferencista foi apresentado pela granberyense Susana Maia.

Encerrando as atividades do período da manhã, houve o lançamento do livro Pela autonomia universitária – Crônicas da luta na UNIMEP – 2006/2009, do granberyense Prof. Dr. Elias Boaventura, que foi apresentado pelo Dr. Valdemar Sguissardi.


Em seguida os participantes se dirigiram ao Centro Cultural "Martha Watts" onde foi realizada exposição, com objetos e documentos da "Associação dos Granberyenses e a sessão de autógrafos do livro de Elias Boaventura, seguido de Almoço de Confraternização" no pátio do Colégio Piracicabano.


O encerramento das comemorações se deu com o cântico do "Hino Granberyense". Foi uma confraternização inesquecível, pois "em qualquer lugar do mundo, quando um granberyense encontra outro é só celebração e saudade".

Mais notícias sobre as comemorações no Blog do Pastor Paulo Dias Nogueira. Link:
http://paulodiasnogueira.blogspot.com/2010/08/participei-celebracao-de-15-anos.html