segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Presente, passado, futuro: a educação metodista (s)em perspectiva

Documento elaborado coletivamente por participantes do Encontro da Associação dos Granberyenses – Setor Sudeste Paulista em 5 de agosto de 2017.

Imagine que você está em um avião, à noite, em um céu tempestuoso, riscado de relâmpagos que parece vão despedaçar a aeronave. Esta vai sendo jogada de um lado para o outro e o piloto parece não saber bem o que fazer. Você é um dos apavorados passageiros e procura ver o que está acontecendo na cabine de comando. Quase desmaia quando vê que o comandante está aparentemente tranquilo, alheio ao que ocorre com o avião, enquanto folheia um periódico de artigos religiosos ou lê uma revista de finanças e negócios, sem ao menos segurar os aparelhos que controlam o voo! Você cria coragem e pergunta: “Comandante, o que vai acontecer?” E ouve a estonteante resposta do risonho e confiante piloto: “Não sei, nunca me disseram bem para o que servem estas alavancas, estes botões, estes mostradores que existem nesta cabina! Mas confio em Deus que haveremos de chegar ao destino!”
Você corre para o meio dos passageiros! Os olhos de um grande grupo deles estão tão esbugalhados como os seus. Essas pessoas estão presas a seus cintos de segurança, e numa enorme ansiedade! Outros passageiros, porém, estão brincando com os seus aparelhinhos eletrônicos. Ainda outros estão dormindo, sem perceber o risco que todo mundo está correndo, acreditando que o piloto sabe o que faz. E o avião segue sem perceber o imenso pico da montanha em cuja direção ele vai…
Faz três ou quatro anos, um dos atuais líderes da Igreja Metodista, advertido acerca de equívocos graves que estaria cometendo em suas atitudes para com as instituições de educação, respondeu à advertência: “vocês, que conhecem a história da Igreja, é que precisam explicar para a gente o lugar das escolas na denominação”. É como se o comandante do tal avião desgovernado em meio à tempestade, dissesse ao passageiro que entrara assustado na cabina: “Vocês é que precisam me dizer como se faz para pilotar o avião!” Como foi que este indivíduo conseguiu a autorização para voar? Como foi que uma pessoa chegou a ser líder de destaque na Igreja Metodista, desconhecendo toda a história da denominação no campo da educação? Dá para entender?
De fato, não dá para entender isto em todos os detalhes, mas é possível levantar algumas tentativas de explicação, muito necessárias nestes tempos em que o metodismo brasileiro atravessa tempestades tão graves como a do avião perdido na noite! São momentos em que escolas estão a pique de serem fechadas, em que pipocam greves para lá e para cá, em que professores são sumariamente demitidos, em que líderes são “solicitados” a renunciar a seus cargos, em que cursos são fechados porque não seduzem um maior número de alunos pagantes, em que uma herança educacional identificada com os valores mais sagrados da educação – muitos deles fundados em valores evangélicos e na história wesleyana – são jogados às traças. Esses valores foram trocados por uma “filosofia” neoliberal, em que a educação deixa de ser uma força formadora da personalidade e é substituída por uma “mercadoria” a ser negociada e vendida aos que por ela podem pagar. Na cabina do piloto uma entidade impessoal, uma rede que só vê o imediato, vai apertando os botões a esmo, puxando o manche para lá e para cá, acreditando que enxerga para além da tempestade. Ela fecha seus olhos para um passado construído na história de um metodismo mais que bicentenário, após haver praticamente desmantelado um Conselho Geral de Instituições Metodistas de Ensino de cujo nome – COGEIME – se aproveita apenas como marca comercial, e joga no lixo as Diretrizes para a Educação na Igreja Metodista aprovadas pelo próprio Concílio Geral desta! Ela administra este assunto sem perceber que as instituições metodistas brasileiras não podem ignorar as mais de mil outras escolas, faculdades, universidades do metodismo ligadas à ALAIME e à IAMSCU e que o que lhes acontece tem repercussão continental e global! Sem atentar para a história das instituições, ela trata de “pasteurizá-las” sem respeitar, em nome de uma pretensa economia de recursos, a identidade e a cultura de cada uma delas!
É o caso de se perguntar: será que ela desconhece mesmo o panorama ou tem outros projetos maléficos, mal intencionados, jogados com cartas marcadas e viciadas? Será que aquela velha estratégia do quanto pior tanto melhor não está por trás de tudo isto?
Em uma situação como esta os líderes das instituições não precisam mais ser educadores: basta que sejam tecnocratas capazes de vender algo aparentemente bom por um preço reduzido, definido pelos interesses mercadológicos, em que professores sejam contratados pelos salários mais reduzidos e os preços das anuidades sejam os mais altos e competitivos possíveis. Porque – sem esconder a ironia! – de fato, é preciso levar a sério as grandes empresas que hoje atuam no campo da educação e que acabariam engolindo as instituições metodistas.
Mas, amigos, e os pobres passageiros que se acomodam nas poltronas do avião, despercebidos do que está ocorrendo e do que vai acontecer? Como foi que eles entraram nessa situação?
Explica-se: não disseram a eles e elas, quando foram recebidos como membros da Igreja Metodista, que essa Igreja (e algumas outras na mesma linha) tinha um caráter próprio, que para ela a educação faz parte de sua missão, que educação não é isca para a evangelização… Disseram-lhes apenas que para ser metodista basta cantar louvores no culto, contribuir financeiramente, bater palmas, dizer “Amém” em voz alta, que está tudo bem! O Senhor está por cima! Ele dirige a sua Igreja. Era importante fazer inchar a Igreja, para que ela concorresse com as outras denominações e não ficasse parecendo “atrasada” em relação às demais…
Aliás, foram esses mesmos “novos metodistas” que acabaram elegendo alguns dos novos “comandantes”, agora assentados na cabina de comando e estão lá, perdidos, olhando todos aqueles botões, alavancas, mostradores, e vão lendo as revistas de artigos religiosos e fazendo orações interiores – especialmente ao Deus mercado – sem a coragem de confessar que nada entendem da tarefa pela qual pretendem ser os responsáveis!
Mas olhem lá, olhem bem! Depois daquela nuvem escura, após aquela área onde os relâmpagos e raios se cruzam ferozmente, logo ali, está o pico da montanha! E o avião avança, planando, nas mãos de uma entidade fantasma que pensa segurar os controles do leme…
Haverá algum futuro para a educação em uma Igreja Metodista que perdeu (quase) totalmente sua visão do passado e sua perspectiva para o amanhã? E o educador João Wesley? Ora, João Wesley! Parece para esta gente que ele precisa ser esquecido!
Será que não é absolutamente urgente, indispensável, que os metodistas provoquem um congresso denominacional acerca de sua visão da educação e a tarefa que lhes está confiada como parte de sua missão cristã? Afinal, nossa preocupação precisa estar afinada com o movimento profético, que se caracterizou pela defesa do direito das pessoas à margem da sociedade, aquelas que não podem pagar por uma educação comprometida com os interesses do mercado!  (PE)
Susana Fernandes Ribeiro Maia
Presidente
Sérgio Marcus Pinto Lopes
Vice-Presidente

Encontro Anual - 5 de agosto de 2017

O Encontro Anual do Setor Sudeste foi realizado na residência de Sylvana Zein, onde fica localizado o Memorial Elias Boaventura.

Abrindo a sessão, o Vice-Presidente do Setor, Sérgio Marcus Pinto Lopes, saudou os presentes. À mesa, Susana Maia (Presidente) e Arsênio Novaes Netto (representante da Associação Nacional).
A seguir os presentes cantaram o  Hino Granberyense.

A seguir foi realizada a devocional , que estava a cargo da Pastora Zeni Soares. Como esta estava impossibilitada de comparecer à reunião, por motivos de saúde, encaminhou seu texto, que focalizava a valorização ao sino granberyense e foi lido pela Presidente Susana Maia. 



Apresentado por Susana Maia, o Dr. Neatclif Guarino (membro do Setor Sudeste da Associação), fez uma excelente palestra sobre "SAÚDE: CUIDADO SIM, NEUROSE NÃO!" 
Vários presentes puderam esclarecer dúvidas e fazer perguntas sobre saúde na melhor idade.

       
A seguir, durante o Momento Granberyense, foi entoado o hino"Sino Granberyense" e homenageados os granberyenses João Guimarães e Ronaldo Sathler Rosa com o G de Ouro por Arsenio Novaes Netto, representando a Associação Nacional.



Ao final da reunião os presentes decidiram elaborar coletivamente um documento a ser encaminhado aos granberyenses e autoridades da Igreja Metodista manifestando sua preocupação com os problemas que têm surgido nas instituições metodistas.

Foi um encontro muito feliz e cheio de momentos de emoção, com a confraternização dos granberyenses presentes.


Encerrada esta parte do encontro foi servido um delicioso almoço preparado por Sylvana Zein, excelente anfitriã do Setor Sudeste. 


O encontro foi encerrado com o sorteio de livros de autores granberyenses entre os presentes. Um dia muito agradável. Esperamos que no próximo ano mais associados estejam conosco.              

quarta-feira, 7 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Estimados(as) granberyenses!

Mais um ano que se finda e vivemos a perplexidade de sentir que a cada ano o tempo está passando mais rápido.

Nosso desejo, neste momento, é abraça-los(las) e dizer o quanto foi bom caminharmos ao lado de cada um(uma) de vocês! 

Que o Menino-Deus, nascido humildemente numa estrebaria, renove em nossos corações a certeza de que Ele vai adiante de nós para nos guiar, guardar e amar incondicionalmente.

Que a Sua presença em nós, nos ensine a entender o nosso papel nesta sociedade tão carente de paz, fé e esperança em dias melhores!


“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu;
o governo está sobre os seus ombros;
e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro,
Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”
Isaias 9.6
 Um Natal de paz e um Novo Ano de muitas realizações!

Fraternalmente,

Setor Sudeste Paulista Granberyense
Dezembro de 2016

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016




Novo livro de José Terror

José Terror, da Associação dos Granberyenses e vice-presidente do do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora, está lançando hoje, na sede daquele Instituto, seu mais novo livro, que trás a história da cidade ilustrada com mais de 500 fotos do centro e dos distritos. O livro é intitulado Juiz de Fora Intemporal.







José Terror, com Almir Maia, no Granbery em 2012.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Finalmente chegou o dia do Encontro Anual do Setor Sudeste Paulista da Associação dos Granberyenses: 6 de agosto de 2016. Como previsto, foi realizado no Centro de Documentação e Pesquisa, local que guarda o acervo do Prof. Almir de Souza Maia.

A reunião foi iniciada às 9h30 com devocional dirigida pelo pastor granberyense Jorge Cândido Pereira Mesquita. 
Em seguida a presidente do Setor Sudeste Paulista, Susana F. Ribeiro Maia, deu as boas vindas aos presentes, manifestando sua alegria em poder apresentar a todos as instalações e arquivos do Centro de Documentação e Pesquisa, ao mesmo tempo em que reunia tão expressivo número de granberyenses e amigos. 



†A jornalista Beatriz Vicentini falou sobre o Centro, sonhado e projetado pelo Prof. Almir Maia "com a filosofia de se constituir em um espaço múltiplo, prazeroso e de continuidade de seu trabalho como educador e gestor educacional, oferecendo a sua experiência a órgãos e entidades numa perspectiva de serviço voluntário".


Falou também sobre a organização dos documentos e peças, que formam "um vasto acervo, reunindo documentação das diversas instituições, órgãos e associações em que Maia passou e aos quais dedicou o seu trabalho. O acervo, em constante atualização, foi iniciado com sua primeira participação no Conselho Diretor do Instituto Granbery, a partir de 1970, uma das mais tradicionais e conhecidas instituições metodistas no país" e chega até 2015, ano de seu falecimento.


Em seguida à apresentação do Centro o granberyense Antonio Olimpío Sant'Ana deu seu depoimento sobre sua estada no Granbery e apresentou um número musical (entoou o Pai Nosso, que emocionou os presentes).


A programação continuou com a participação da Associação Nacional. A presidente, Denyr Milagre Machado, falou sobre a atual situação do Granbery e como a Associação está cooperando para ajudar a instituição.

Foram entregues os títulos de  “Granberyense Honoris Causa” a  Suely Mendonça Mendes Vargas e Neatclif Guarino.


Foram homenageados com o "G de Ouro" Romilde dos Santos Sant’Ana e Orli Vargas Souza.


Usou ainda a palavra José Assam Alaby, filho de granberyense e que mora na região Sudeste. 

O Encontro foi encerrado e quase todos se dirigiram para a residência de Sylvana Zein, onde foi servido delicioso almoço de confraternização. As recordações, histórias, conversas continuaram boa parte da tarde.

Agradecemos a todos os presentes e convidamos aqueles que não puderam vir que voltem a estar conosco. São momentos memoráveis e cheios de alegria.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

Convite importante!

Amigos granberyenses, 


Solicitamos que todos reservem o dia 6 para estarem conosco no nosso Encontro Anual aqui em Piracicaba.